Filtros de café usados viram flores na mão de artesã

Cultura

Os trabalhos dela começaram por dois motivos: necessidade financeira e como terapia ocupacional. Adicione café à fórmula e o resultado é sucesso. Nas mãos da artesã e contadora Tânia Regina Coelho, aqueles filtros usados, que você normalmente joga no lixo após o uso, viram lindas flores cafeinadas: “Além disso, também decoro portas, paredes, painéis para suporte de TVs, luminárias, quadrinhos e outros objetos”, explica.

“Era funcionária de um escritório de contabilidade e fui demitida. Estava muito triste, desanimada. Havia feito alguns artesanatos para uma loja aqui em São José dos Campos [interior de São Paulo] e me ligaram pedindo mais produtos. Foi aí que comecei a produzir. Hoje, sou apaixonada pelo meu hobby.”

E os filtros, chegam de onde? “Eles são doações e trocas de novos por usados. Também faço um incentivo com brindes a cada dez caixas, que são sempre relacionados ao consumo do café: garrafa térmica, jarra, suportes, potes para o pó, xícara ou canecas”. O pai, que é fã de uma caneca quentinha, também guarda os estoques do material para a filha.

Paixão pela bebida

Foi exatamente o pai de Tânia, Milton Coelho, o mentor dela nesse universo. “Por morarmos na cidade de Areias (SP), conhecida como terra dos barões do café, tínhamos o hábito de tomar muito a bebida. É incrível como todos a adoram o grão por lá. Se você fizer uma visita à casa de alguém, é uma ofensa recusar uma xícara”.

Ela também não recusa! Confessa que, além da dose matinal obrigatória, sempre dá algumas paradinhas durante os trabalhos com os filtros para uma boa xícara: “Também agendo encontros com meus clientes em cafeterias, para acertamos detalhes profissionais e saborearmos juntos um delicioso café”.

A paixão pela bebida – e por ajudar os outros – é tanta que Tânia possui um projeto para “capacitar e ensinar a arte com os filtros para pessoas que passam por problemas financeiros ou psicológicos. Ficarei muito feliz em poder ajudar pessoas que necessitem de apoio, assim como um dia precisei”, completa.

Por: Lucas Tavares

Escrito por Mexido de Ideias em Cultura