Tipos de café: Arábica e Robusta

Barista

Planta exótica que pertence à familia das Rubiáceas, do gênero Coffea, que engloba diversas espécies (cerca de 60), das quais apenas duas são cultivadas e comercializadas: a Coffea Arabica e Coffea Canephora, conhecido como Robusta (no Brasil, Conilon).

Coffea Arabica – Classificada apenas em 1753. Espécie rica em aroma, muito perfumada, doce e ligeiramente ácida.

Originária da etiópia, a planta é bastante delicada e necessita de tratamentos intensos. Os grãos antes de torrados são de forma ovóide alongada, de cor verde azulada e apresentam um sulco pouco pronunciado e sinuoso. O habitat ideal de cultivo situa-se entre 600 e 2000 metros de altitude: quanto maior a altitude, mais chances de obtenção de excelentes qualidades organolépticas dos grãos.

Os maiores cultivadores desta espécie são os países da América do Sul e Central também como alguns países da África e Ásia. Este grão possui numerosas variedades, como Bourbon, Catimorra, Mundo Novo, Caturra, Catuai, entre muitos outros.

Hoje, o ‘Arábica’ representa três quartos da produção mundial de café. A taxa de cafeína deste tipo de grão é de cerca de 1,4%.

Coffea Canephora (Robusta) –  Descoberta e classificada no fim de 1800, esta planta é muito difundida na África, Ásia, Indonésia e Brasil. Fornece cerca de um quarto da produção mundial.

Ela cresce em altitudes compreendidas entre o nível do mar e 600 metros, resiste bem em condições climáticas quente e úmidas. Tem um crescimento rápido, melhor rendimento e é mais resistente aos parasitas. Floresce várias vezes por ano e, por isso, sua produção por planta é ligeiramente superior à do Arábica.

Os grãos antes de torrados tem uma forma arredondada, irregular, são de cor amarelo esverdeada e contêm em média cerca de 2,5% de cafeína. A bebida que se obtém depois da torra do ‘Robusta’ é caracterizada por corpo e gosto achocolatado com sabor persistente.

A bebida do café é produzida a partir dos frutos destas duas espécies, que produzem sabores e aromas bem distintos. É o que chamamos de Blends ou, para ficar mais claro, a harmonização dos grãos. Mas sobre esse assunto, eu falarei no próximo texto.

Escrito por Patrícia Nasser em Barista